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terça-feira, 17 de maio de 2011

O que é ser um ator de verdade?




Ver uma novela em um televisão antiga, preto e branca e sonhar com os personagens à noite. Ter no quintal de sua casa no interior um pequeno teatro montado com sacos e panos velhos custurados pela avó e com apenas treze anos de idade fazer apresentações para os visinhos da pequena vila. Com figurinos improvisados, textos copiados de programas de humor da TV e criado pela imaginação de um menino que sonhava em sair daquela roça e conhecer um mundo maior. Amar estar encima de um palco sem ao menos conhecelo. Ter os pés no chão de terra e uma platéia com 10 vizinhos e sentir uma emoção profunda de como se estivesse se apresentando no municipal do Rio de janeiro com todos os lugares lotados. Respirar teatro. Sem nunca ter feito um curso. Ser líder do grupo teatral da igreja, da escola, e ainda ser reconhecido pelos vizinhos e amigos como o artista da vila com apenas treze anos de idade. Essa é o inicio da minha carreia e me orgulho muito dela. Pois o reconhecimento de amigos próximos e a felicidade quanto sinto quando vou visita a minha avo no interior de campos é muito grande. E as cobraças também. Desde criança todos já diziam: Esse menino tem que ir para o Rio de janeiro estudar teatro, cinema. Esse lugar é muito pequeno para ele. Ele é muito criativo, muito talentoso. Hoje estou aqui metendo a cara e correndo atrás. Já fiz vários cursos, varias peças, me formei na faculdade mais é uma Pena que não é apenas a criatividade, o talento, que contam nesse meio. O conhecimento, o Dinheiro a Beleza às vezes fala mais alto. Mais nada disso me fará desistir. Como escrevi nas minhas postagens anteriores já me sinto um guerreiro em ter chegado ate aqui. Em ter saúde, em poder correr atrás do que eu quero e ter forças para lutar por isso. Agradeço a Deus a cada dia. Por cada passo, por cada conquista. Não tenho vergonha nem medo de nada. Sou o que sou. E nunca passarei por cima dos meus valores e idéias para conseguir realizar meu sonho. Pois a felicidade completa e a realização de um sonho só são completos quando a consciência esta limpa. Tudo tem um tempo certo e uma hora certa para acontecer. A cada dia que passa isso fica mais claro para mim. E com o passar do tempo vou adquirindo mais maturidade, mais experiências, mais conhecimento. Um verdadeiro ator tem sempre que aprender mais e mais. Saber respeitar o próximo é fundamental. Cada um tem uma estrela diferente, um jeito, um brilho. Por isso nunca desista de seus sonhos. Tenha força e lute e corra atrás. Nunca deixe para amanha o que você pode fazer hoje, agora!  Quero sempre mais. O mair tesouro que temos fica dentro da nossa mente é o conhecimento, a criatividade, os pensamentos positivos. Esses ninguém pode roubar de nos. Queridos amigos e leitores nunca deixe de sonhar. Nunca deixem alguém dizer que você não é capaz. Por que todos nos somos. É só querer e ter paciência, pois na hora certo tudo Dara certo! Às vezes queremos uma coisa e Deus quer outra muito melhor para nos e também temos que ser inteligentes o suficiente para entender isso. Na hora certa eu vou entender tudo. E sei que ele me conduzira para o lugar certo. Como resolvi falar do inicio da minha carreira nessa postagem vou colocar algumas perrengues que já passei no mundo do teatro e da TV durante esses anos aqui no Rio de janeiro. E alguns capítulos do meu livro que explicam melhor esse amor pela arte de interpretar e escrever. Espero que gostem abraço até a próxima postagem.



O Inicio de tudo. (Escrito no dia 12/03/2009)

Desde criança já adorava imitar os personagens das novelas e ficava dando gritos dentro de casa, fazendo cenas, cantando e imitando apresentadores de TV, brincando de Programa de auditório e de novelas. Ate os quatro anos de idade morei em Niterói e São Gonçalo mais depois que meu Avô faleceu fui com minha mãe para o interior de campos morar com minha avó. O lugar era bem pequeno e se chamava Vila Pinheiro. Venho de uma família Humilde. Mais nunca me faltou nada dentro do possível, minha mãe e minhas tidas sempre fizeram de tudo por mim. Mais depois de um tempo eu mesmo que tive que buscar e lutar pelo que queria. Na roça pra onde me mudei muito novo não existia teatro nem casas de show, nem cinema, não existia nada, apenas mato. Rsrsrs o lugarzinho chamado Vila Pinheiro era longe de tudo uma roça no meio do nada, cercada de matos, bichos e poucas casas. Eu só tinha acesso a cinema, teatro uma vez por ano quando vinha passar férias na casa das minhas Tias Selma e Auzinete que moram uma no Rio e outra em São Gonçalo. A família do meu Pai é toda de Niterói mais ele e minha mãe são separados e fui criado na roça com a família da minha Mãe. Como já disse essa roça era bem afastada de tudo e não tinha nada pra fazer. A minha vida era só ir para o colégio e casa, colégio e casa. Na infância não fiz nenhum curso e nem conheci lugares nem culturas diferentes Fui crescendo sem acesso ao teatro, a internet, ao cinema e o pior de tudo: Longe da Televisão. Ate um tempo atrás tinha vergonha de contar isso, mais hoje entendo que esse amor que tenho pelo mundo da TV e do teatro pode ter vindo dessa experiência. Morei em Vila Pinheiro dos meus 4 aos 16 anos. E na casa da minha avo não tinha televisão. Como era roça e um lugar pequeno todos se conheciam, a maioria dos visinhos tinham televisão. Como o lugar era muito distante e no meio do mato alem da televisão também precisava ter a antena parabólica. No inicio eu chorava muito, pois quando chegava da escola não tinha nada para fazer e queria assistir desenhos ver Xuxa, etc. Passava na rua e via todos meus amiguinhos em casa vendo televisão e eu sem. Queria entrar e assistir com eles mais ninguém me convidava. Minha mãe me levava na casa deles, pra assistir junto mais eles sempre mudavam de canal na minha cara, e nunca me deixavam ver o que eu queria. Ter uma televisão começou ser meu grande sonho na infância. Minha avó falava que não queria um troço daquele dentro da casa dela. Gente de idade e do interior, sabe como é ne? Não liga para essas coisas principalmente minha avó que sempre morou na roça. Ela odiava televisão, radio tudo que fazia barulho. Como já disse acima Até meus quatros anos eu morei em Niterói com minha mãe e minhas tias e na nossa casa tinha TV. Quando me mudei para casa da minha avo no interior eu senti muita falta da cidade e da televisão. De tanto eu reclamar e chorar minhas tias levaram do rio um TV pra mim. Mais ela era preto e branca e como ninguém tinha dinheiro para compra uma Antena parabólica não durou muito tempo. Na roça os canais não pegavam direito e eu tinha que ficar subindo em um morro enorme toda hora para mexer a antena tradicional. Mais não dava jeito. Muito vento, toda hora saia do ar. Eu chorava e chorava. Nessa época eu divia ter uns nove ou dez anos. Resumindo de tanto eu mexer e bater na televisão ela quebrou. E tudo voltou ao mesmo tédio de antes. A noite todos vendo novelas rindo em suas casa e eu sozinho dentro de casa olhando para cara da minha mãe e da minha avo. Minha mãe ficava com pena de mim e me levava para ver novela na casa dos vizinhos. Toda noite agente ia pra casa dos visinhos ver novela. Eu dava tanto valor ao que assistia, gostava tanto de estar enfrente a TV. Admirava os figurinos das atrizes as trilhas sonoras as aberturas das novelas. No dia seguinte ficava imitando tudo no quintal da minha avo. No meio dos matos eu criava cenários corria e dançava. O tempo Foi passando e eu e mamãe freqüentamos a casa de toda a vizinhança praticamente, a cada nova novela que começava agente estava na casa de um visinho diferente. ( Risos) Mais era chato ver na casa dos outros não me sentia à-vontade e eles desligavam na nossa cara às vezes. Mais eu também queria ver TV durante o dia. Muitas vezes fui humilhado, pois quando chegava à casa de amiguinhos durante o dia para ver desenhos com eles as mães desligavam a televisão na minha cara, e eu ia pra casa chorando. Foi assim durante anos. Anos depois na época da minha faculdade aqui no Rio eu me sentia mal quando estou na aula de roteiro e geral ficava falando dos desenhos que gostavam de assistir na infância dos programas de TV favoritos e eu ficava meio que viajando, pois muitas das vezes não me lembro dos desenhos e dos programas, pois não tinha como assistir na época. Pois morava na roça e na casa da minha avó não tinha televisão. Rsrs  Tinha muita vergonha de contar isso. Continuando a historia. Quando fiz 13 anos minha tia Selma mandou uma televisão enorme colorida e uma antena parabólica pra casa da minha Avó. Fiquei muito feliz e não saia mais de frente dela. Chegava do colégio e ficava a tarde toda vendo TV. À noite novelas. Ficava cada vez mais encantado com tudo. Queria trabalhar na TV, atuar apresentar, dirigir. Mais estava muito longe do Rio. Nessa época eu tinha um grupo de teatro na escola e na igreja da Vila eu que escrevia as peças dirigia e atuava. Mais achava aquilo tudo muito pouco. No colégio era sempre eu que brilhava nas peças de fim de ano e trabalhos escolares. Com o grande sucesso que fazia na escola e na igreja um dia Pensei: Nessa roça não tem nenhum teatro nenhum divertimento para o Povo. Vou montar um teatro aqui no quintal da minha avó vou criar uma companhia teatral e vamos começar apresentar espetáculos aqui no quintal. A televisão que minha tia me mandou de presente que esta lá na casa da minha avo até hoje abriu minha mente e me ajudou a Criar O Teatro Muvuca total. Muito engraçado esse nome ne? Quando me lembro disso dou risadas sozinho. Rsrsrsrs ainda tenho as fichinhas e os roteiros Guardados comigo até hoje. Todos sujos de terra escritos à mão e com erros de português nos roteiros. Rsrsrs eu adorava zorra total. Assistia todo sábado, pois naquela roça não tinha nada para fazer e nenhum lugar para sair, ai eu mesmo, sozinho durante um mês montei o teatro com Bambu, sacos que minha avó costurou pra mim, fiz um auditório e um palco de madeira coloquei iluminação, adaptei alguns roteiros da escolinha do professor Raimundo, do zorra total, chamei alguns amigos montei uma companhia teatral e espalhei cartazes pelo bairro foi um sucesso todo final de semana tinha apresentações no teatro do quintal da minha avó. Fiquei super conhecido na vila e no meu colégio até os professores iam à minha casa conhecer o teatro e assistir as apresentações. Eu não cobrava nada não vendia ingresso fazia mesmo porque adorava interpretar aqueles personagens, o quintal da minha avo ficava cheio, todos visinhos amigos de escolas meus professores todos iam Lá à casa da minha avo prestigiar meu trabalho. Meu teatro e circo ficou famoso na roça. Não tínhamos recursos nenhum, nem microfones nem muitas luzes, tudo era feito no Grito mesmo, roteiros e cartazes escrito à mão. Nessa época todos ficaram encantados com meu talento. Infelizmente tive que parar com o teatro, pois o quintal da minha avó estava enchendo muito, e ela reclamava, pois gostava de dormi cedo. Nessa época eu tinha 15 anos e todos diziam que eu tinha que vim para o Rio estudar teatro e fazer TV. E isso era o que eu mais sonhava e queria. Ou melhor, isso é o que eu mais quero. Lembro que contava as horas os dias para o ano passar rápido e terminar o ensino fundamental e vim para o rio, pois tinha combinado com minhas tias que quando fizesse 16 anos ia morar com elas e fazer o 2° grau no rio de janeiro e fazer cursos e faculdade de teatro. E foi isso que fiz mesmo. No dia 11/01/03 me mudei para o Rio de janeiro, sou filho único mais mesmo assim fui. E fiquei longe da minha mãe senti muita falta dela, pois sempre fomos muito unidos, me separar da minha avó, e da minha mãe foi uma das coisas mais dificis mais quando se acredita nos sonhos vale à pena lutar e seguir em frente e quando eu coloco uma coisa na minha cabeça ninguém tira. Vou até o fim. Já estou morando aqui no rio á oito anos e estou correndo atrás dos meus sonhos e sei que vou chegar onde quero e mostrar para todos que sou um grande ator. Esse é só um pedaço da minha historia o inicio de toda essa paixão por teatro e televisão, nos próximos capítulos falo sobre a faculdade de produção, minha vida de figurante e meu primeiro emprego. Abraço até a próxima Cleydson Gonçalves.
     

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